Olhe pra trás
Por meio de espelhos que atravessam o Atlântico e conectam as cidades do Rio de Janeiro, Cachoeira, na Bahia, e Lagos, na Nigéria, Aline Motta restabelece laços com seus ancestrais.
Em uma trilogia de videoinstalações, Aline Motta entrelaça a história do país à de sua vida pra discutir pertencimento e identidade. Na primeira parte, “Pontes sobre abismos”, documentos e retratos de família aparecem submersos em água ou expostos ao vento nas cidades que a artista percorreu em busca de seus antepassados.
Na segunda, “Se o mar tivesse varandas”, cria pontes imaginárias entre o Brasil e o continente africano pra evocar registros que, como de seus familiares, foram apagados do que se considera como a “história oficial”.
Na terceira e última parte, “(Outros) Fundamentos”, representada pelas imagens deste post, a artista propõe outras formas de compreender um passado que ainda reverbera no presente.
Aline procura restabelecer laços, através das águas e pontes que conectam as cidades do Rio de Janeiro, Cachoeira, na Bahia, e Lagos, na Nigéria, imaginando uma possível comunicação por espelhos, que refletiriam a mesma luz dos dois lados do Atlântico.
Sobre a artista
Aline Motta nasceu em Niterói (RJ) e mora em São Paulo. Em seu trabalho, a artista visual combina fotografia, vídeo, instalação, performance e colagem pra revisitar memórias e construir novas narrativas sobre ancestralidade e identidade. Já expôs no MASP, no MAR e no MoMA em Nova York. Seu livro “A água é uma máquina do tempo”, lançado em 2022 pelo Círculo de Poemas, foi finalista do Prêmio Jabuti.










