O que podemos aprender com o tédio
Combatida a todo custo na era do estímulo constante, essa sensação desagradável pode ser um convite pra repensar a forma como vivemos e buscar sentido no que fazemos.
Todo mundo vive episódios de tédio. O tempo se arrasta, as coisas parecem não ter muito sentido, nada interessa ou diverte.
Ou seja: gostoso não é.
Mas, nem por isso, essa sensação deve ser evitada a todo custo. Por incrível que pareça, há lições bem interessantes a serem tiradas dessas experiências de leseira e aborrecimento.
A função do tédio
Muito além da inquietação e do vazio, o tédio tem um papel funcional: é como um alarme interno dizendo que algo não faz mais sentido. Quem consegue interpretar esse sinal costuma ter mais capacidade de mudar a própria vida.
Por que nos entediamos?
O tédio surge quando não conseguimos nos engajar em algo. Motivos? Uma tarefa fácil demais, ou excessivamente difícil, que torna complicado prestar atenção. E não tem necessariamente a ver com não ter o que fazer: pessoas com a agenda lotada de afazeres repetitivos também podem sentir que estão presas em uma rotina sem propósito — e entediante.
Como lidar melhor com o tédio:
Buscar propósito no que está sendo feito.
Criar microdesafios em tarefas rotineiras.
Transformar pausas em oportunidades de reflexão.
Limitar o uso automático do celular.
Criatividade: mito ou realidade?
Existe a ideia de que o tédio pode ser um catalisador criativo, mas pesquisas mostram o contrário: é em atividades corriqueiras, porém prazerosas (como caminhar ou tomar banho) que surgem os insights. Ou seja, em momentos em que não há nem sobrecarga, nem um completo relaxamento. O tédio extremo, ao contrário, tende a paralisar, gerando frustração em vez de inspiração.
Saiba mais: How to be less afraid of boredom (Vox)








