Ninguém mais dança?
Pista cheia, música boa e todo mundo só balançando a cabeça.
As dancinhas virais podem fazer sucesso aqui e na rede vizinha. Mas, nas festas, a realidade costuma ser outra.
Se depender da maioria dos jovens, ninguém mais se joga na pista — e o balanço de cabeça já é coreografia oficial. Aqui, a gente tenta entender essa falta de malemolência coletiva.
“Costumávamos dançar como se ninguém estivesse olhando; agora, dançamos como se todos estivessem. Na Europa, as casas noturnas estão cada vez mais exigindo adesivos sobre as câmeras dos celulares, pra que ninguém precise se preocupar em virar motivo de chacota no dia seguinte.”
Trecho da matéria “Why can’t young people dance?”, da Monocle
Outros descompassos:
→ Menos interesse pela noite, por cansaço, estilo de vida ou pouca grana.
→ O celular sempre em mãos, pra filmar ou não perder nada do feed.
→ Mais preocupação com a performance do que com a experiência.
“Em uma pista de dança, a gente fica mais criativo. É ali que surgem as melhores ideias, as conversas mais inesperadas e até certas versões da nossa personalidade. Dançar também amplia o repertório. Vários movimentos culturais nasceram na pista.”
Um, dois, três
Coreografia não é invenção das redes sociais, e aprender uma dança pode ser um bom jeito de movimentar o corpo, ter um hobby e conhecer uma galera nova. Da zumba ao samba rock, passando pelo charme, hip hop, dança do ventre ou contemporânea: é só achar o passo certo.
“A verdade é que, durante quase toda a história da humanidade, dançar foi uma atividade social comum em diversas culturas — transcende gerações, poder aquisitivo, nível acadêmico. Casamentos, festas, boates, bares, ruas, clubes… Em todas essas situações, as pessoas dançavam junto.”








