A arte de flertar
Os códigos podem até mudar, mas o mix de sentimentos que surge na hora de demonstrar interesse por alguém segue o mesmo.
Nos últimos anos, o jogo de demonstrar interesse ficou cada vez mais digital, acompanhado de novos — e às vezes confusos — sinais: um pedido pra seguir, uma curtida nos stories, um meme depois de um longo silêncio.
Mas o flerte nunca foi exatamente uma linguagem direta. Muito antes das redes sociais, ele já era feito de pistas e mensagens deixadas pela metade.
“Era pelas páginas de um jornal ao qual toda a população letrada tinha acesso que você comunicava ao outro os seus sentimentos mais íntimos e tentava marcar um encontro em algum lugar da cidade, em algum horário.”
Os teus sinais
Outra forma de flertar era por meio do Diccionario das flores, folhas e fructas, livro francês que fez tanto sucesso por aqui que ganhou uma versão brasileira. A obra atribuía significados amorosos a flores e gestos: deixar um lenço cair, mostrar o relógio, colocar o leque diante da boca, ajeitar a gravata… Tudo podia ser um recado — ou não.
Hoje, basta um clique pra falar em particular com quem despertou nosso interesse. E, ainda assim, nem sempre damos o primeiro passo.
Porque 150 anos atrás ou atualmente, flertar segue exigindo o mesmo: atenção pra interpretar os sinais e coragem pra correr algum risco.
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Ouça essa história no episódio “Bilhetes de amor”, do podcast Rádio Novelo Apresenta.








